Eu sempre quis um cachorro. Um bom companheiro,alguem para brincar. Mas a vida nem sempre segue o roteiro.
Numa noite, ouvi um gato miando na minha porta. Aqui em casa, o meu marido tinha o costume de colocar comida para uma gatinha branca que aparecia de vez em quando, então achei que fosse ela. Abri a porta esperando ver a mesma de sempre. Só que não era.
No lugar dela, tinha um filhote, pequeno, magro e sem o rabo. Assim que eu abri, ele veio direto para os meus pés, como se falasse ´oi, posso ficar?`.

Eu dei comida e água, e depois devolvi ele para fora com um potinho de comida e agua, sempre quis um animal mas nunca cuidei de um então fiquei com medo de não saber cuidar. porem, me arrependi e quando eu fui pegar de volta já tinha pegado ele.
Um vizinho tinha pegado o gato e deixado dentro da casa dele. Mesmo assim, eu só ficava escutando o miando dele, insistente, como se estivesse dizendo ´não é aqui que eu quero ficar não´. Quando o vizinho deu uma brecha, o gato fugiu. E voltou direto para a minha casa. O vizinho nem pode achar ruim até por que o gato não queria mesmo ele e ele deixou para lá.
Não foi coincidência. Ele escolheu. Ele voltou porque queria ficar aqui.Depois disso, não foi preciso “adotar” no sentido tradicional. Ele simplesmente ficou. Se acomodou como se sempre tivesse sido parte da casa. E foi assim que eu, que sempre quis um cachorro, acabei ganhando um gato.
No fim, não foi exatamente uma escolha minha. Foi um encontro. E, de certa forma, um presente que a vida entregou do jeito dela.


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